Por: Victoria Cruz


A onda de vazamento de dados fez mais uma vítima, e dessa vez foi fatal: o Google+. A rede social do Google será desativada para usuários gratuitos e apenas a versão contratada para empresas será mantida.

A decisão aconteceu após uma reportagem do Wall Street Journal expor uma falha na segurança que vazou dados de aproximadamente 500 mil usuários.

A falha permitiu que o usuário cedesse informações de todos seus contatos, e não apenas dados públicos, quando ele aceitava se conectar com seu perfil do Google em outros sites.

A brecha ficou aberta por três anos, entre 2015 e março de 2018, quando o Google conseguiu reverter o problema.

O site, porém, optou por não divulgar a investigação como modo de precaução contra medidas regulatórias, possíveis prejuízos e medo de ficar nos holofotes ao lado do escândalo do Facebook e Cambridge Analytica.

Você sabe como o vazamento de dados afeta ferramentas de atendimento? Leia aqui

O Google estima que 496.961 pessoas tiveram suas informações expostas, incluindo nome completo, endereço de e-mail, data de nascimento, gênero, fotos de perfil, lugares onde viveram, ocupação e estado civil.

O encerramento do Google+ deve acontecer de forma gradativa ao longo dos próximos 10 meses.

O Google já anunciou melhorias e funções novas para sua ferramenta de login em outros apps, para que os usuários tenham maior controle sobre permissões e acesso de informações cedidas a outros aplicativos.

De acordo com o Google, não houve indícios de uso indevido dos dados vazados.

Este é apenas mais um escândalo sobre vazamento de dados envolvendo login em outros sites através de uma conta única. Leia aqui sobre o mais recente vazamento de dados do Facebook e o risco do uso do single sign-on.

Fontes: Olhar Digital e Wall Street Journal

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